Hoje, 13/12/2011 se completam 30 anos do maior dos inúmeros títulos do rubro negro!!!
O Flamengo não é um time, é uma nação. Rubro-negros não torcem para o Mengão, eles o amam!!!
Para homenagear aquele que escolhido pela FIFA como o melhor time dos anos 80, uma reportagem retirada do site da Revista Placar, que é do dia em que o Flamengo humilhou o Liverpool e toda a sua pompa e inexistente humildade.
Inveja do meu pai, pq ele viu esse time jogar!!! hauahauaahau

Raça, Amor e Paixão!!!

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O título mundial do Flamengo, conquistado em 1981, completa trinta anos nesta terça-feira, dia 13 de dezembro de 2011. O Mengão ficou com a taça após vencer o Liverpool, da Inglaterra, por 3 a 0, gols de Nunes e Adílio.
A seguir, relembre o texto do pôster sobre título mundial conquistado pelo Flamengo.

Nunes, ex-atacante do Flamengo
Foto: Marcelo Rezende
Nunes comemora gol na vitória do Flamengo sobre o Liverpool


Desde a memorável conquista do título mundial, uma suspeita persegue como sombra os jogadores do Flamengo: será que eles, amados em todo o país, resistirão à fama? Será que encontrarão motivação para os embates demésticos, contra equipes infinitamente inferiores? Ou o time está saturado e prestes a entrar em decadência?
Semanas antes, no hotel Inn Hollywood, nos Estados Unidos — escala da viagem a Tóquio —, eu cometera o engano ao perguntar a amigos: “Vocês não acham que o Júnior anda meio esquisito, meio fechado?” Foi até engraçado porque, no mesmo instante, Júnior saiu do elevador, atabaque em punho, e convidou a todos nós para uma batucada:
“Olha, nem sei se vamos ser campeões mundiais. Mas, se ganharmos, garanto que nada mudará. Às vezes, as pessoas estranham o comportamento da gente porque não percebem uma coisa simples: estamos na fase em que o garoto vira adulto. Portanto, a mudança é natural. Do dia para a noite, passamos a ganhar mais dinheiro, nos tornamos ídolos. Isso mexe lá dentro e tem horas que a gente sente a necessidade de se fechar um pouco.”
Disse isso e foi comandar a batucada, que aliás correu solta dali até o momento do jogo com o Liverpool. Na cabeça de todos, uma única preocupação: não se empolgar demais com a glória. Nessa difícil tarefa, quem desempenhou uma função decisiva foi o chamado “trio elétrico”, formado por Raul, Júnior e Zico.
Os três, mesmo inconscientemente, ditam o comportamento geral. Fazem do ingênuo Peu — que noutro clube seria apenas um pobre reserva — a figura central das brincadeiras. Nesse clima de camaradagem e alto astral, há lugar até mesmo para personalidades mais complicadas, como a de Nunes, por exemplo, que nas viagens a Los Angeles e Tóquio preferiu ficar sozinho. Tudo bem, é seu jeito, todos respeitam. “No Flamengo, as pessoas entendem que sou desconfiado, arredio, e me deixam em paz.”
No longo vôo de Los Angeles a Tóquio, Nunes seria responsável por mais um delicioso momento de humor: “Já estamos aqui dentro há mais de dez horas. Quando vai aparecer a lua?” Ninguém se deu ao trabalho de explicar os misteriosos poderes do fuso horário.
Em Tóquio, depois de se encantar com a beleza de um lago artificial no hotel, Peu saiu gritando pelos corredores e convidou os companheiros a verem os “peixinhos movidos a pilha”. Era a última brincadeira.

Nunes, atacante do Flamengo
Foto: Marcelo Rezende
Nunes foi eleito o melhor jogador da partida depois do Zico


Dali para a frente, bola rolando. Estádio lotado, um sol dourado no céu, Júnior se animou: “Com esse tempo, sou Flamengo e dou um de vantagem.” Não deu outra. Nunes abriu e fechou o marcador. Merecidamente foi eleito o melhor jogador, depois de Zico, que dizia humilde: “Temos mais a dar e a aprender. Em 1981, nos escapou a Taça de Ouro. Logo, não foi um ano perfeito.” Foi um ano maravilhoso, que levou alegria ao povo, maravilhou mais de 50 países que assistiram à final. Um ano que reafirmou o Brasil na vanguarda do futebol e comprovou que um grande time precisa dosar amor, união, talento e profissionalismo.



FICHA TÉCNICA
13/12 NACIONAL (TÓQUIO)
FLAMENGO 3 X 0 LIVERPOOL

J: Mario Rubio Vásquez (México); P: 62 000; G: Nunes 12, 41, Adílio 34 do 1º
FLAMENGO: Raul, Leandro, Marinho, Mozer e Júnior; Andrade, Adílio e Zico; Tita, Nunes e Lico. T: Paulo César Carpegiani
LIVERPOOL: Grobbelaar, Neal, Phil Thompson, Hansen e Lawenson; Ray Kennedy, Sammy Lee, MacDermott (Johnson) e Souness, Johnston e Dalglish. T: Robert Paisley